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domingo, 9 de junho de 2013


DESPERTANDO O INTERESSE PELO MUNDO INTERNO

A maioria dos homens passa a vida sem perceber, e muitas vezes sem ao menos se perguntar sobre o motivo real de sua presença na Terra. Prende-se à superficialidade do cotidiano e deixa de enxergar os valores da existência. Essa ignorância, além de constituir-se numa hibernação para a chispa de luz oculta no âmago do ser, impede que os fluidos vitais e as correntes energéticas oriundas de núcleos profundos circulem livremente.
Mas quando surge no indivíduo o interesse por assuntos de caráter evolutivo, e ele atende esta convocação, ele se torna capaz de desenvolver uma serena disposição de escutar o próprio interior. Sem expectativas, pode criar na própria consciência um ambiente receptivo, permitindo o início de um processo em que passa a ser instruído internamente (pelo conhecimento direto).
Com o desenvolvimento da consciência, o mecanismo de contato interior passa por transformações. O modo como a energia do íntimo chega à consciência vai mudando à medida que o ser avança e se eleva pela experimentação. Todas as suas vivências devem ser tomadas por ele como degraus para estados de consciência mais altos. Isso é possível sempre que há pureza de aspiração e de intenção, já que tal pureza evita a perpetuação de experiências que pedem compensações.
Mas afinal, como penetrar nessa senda?
Pelo coração chega-se a um estado de saber sem pensar, deduzir, analisar. Tal sabedoria é fruto da união que o coração tece, aproximando da essência do tudo o que existe. Mas o coração age em silêncio, e só tem permissão para fazê-lo, quando do ser se irradia uma sincera aspiração por uma existência regida pelo amor impessoal.
Este amor impessoal é universal, interdependente, diz respeito não só à relação entre os seres humanos, mas à relação entre todos os reinos, animal, vegetal, mineral.
O coração é a sede da unidade. Não é como a mente, que procura sinais, confirmações. O coração conhece a linguagem da Natureza, e leva em conta o fato dela ensinar com o exemplo e de suas leis serem adequadas para os caminhos visíveis.
Quando o ardor do coração se intensifica, dissipando véus, desfazendo fronteiras, facultando ao ser vislumbrar o portal da imortalidade, ai os caminhos abstratos são descobertos.
Para a vida ardente aprisionada no interior dos homens aflorar é preciso apenas existir neles uma nesga de abertura, a partir da qual os dons que favorecem os contatos com a existência supranatural desabrocham espontaneamente. Entre esses dons pode surgir a capacidade de ter visões internas.
Uma ferramenta importante neste processo de libertação, mas em geral relegada a segundo plano, é a obediência. No passado, quando se aderia ao caminho evolutivo, tinha-se a possibilidade de estar fisicamente próximo a alguém de elevado desenvolvimento, a quem se podia prestar conscienciosa obediência. Desse modo, com maior segurança o egotismo era transcendido. Mas, na presente fase, raros são os casos em que se pode estar, no plano físico, junto de um ser liberto das leis materiais em sua consciência-visão.
E de fato, hoje, o grande trabalho é a própria síntese que cada um é convocado a realizar no íntimo de si mesmo. Será, pois, na luz desses níveis internos, que o discípulo encontrará o Instrutor a quem espontaneamente seguir. Por isso, mais do que nunca é necessário equilíbrio: ao mesmo tempo que toda a orientação segura provém do interior e se deve prestar total obediência à fonte interna de sabedoria, o indivíduo precisa estar suficientemente desapegado de si e de suas percepções para distinguir o falso do verdadeiro, pois mesmo um impulso interno genuíno pode ser desvirtuado por tendências subconscientes. À obediência devem estar aliados, portanto, a entrega à realidade transcendente, o desapego e o discernimento.

OS AFINS

Antes de tudo, é bom lembrar que um grupo, no sentido espiritual, não é apenas um conjunto de seres. É preciso haver uma aspiração evolutiva, uma meta a reuni-los, a unificá-los em uma trajetória ascendente.
É dentro deste enfoque que se desenvolvem os encontros de AGNI ESCOLA DA CONSCIÊNCIA.
Inspirando aquele que participa no sentido de sair das águas rasas onde ele pode ter lançado sua âncora, e convidando-o a singrar mares mais profundos, a encontrar os bálsamos curadores do mundo interno, onde tudo o que se vive é aprendizado e crescimento.

A aspiração pura permite que os mundos ardentes revelem-se a todo aquele que os busca com sinceridade, facultando-lhes uma visão mais ampla e real da vida. 

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