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sexta-feira, 22 de março de 2013


A ADORAÇÃO

Adorar é amar extremosamente a Deus. Cristo ensinou que o mandamento ao qual o ser humanizado deve se ater é ‘amar a Deus sobre todas as coisas’. Esta, portanto, é a adoração que é esperada de um ser em busca do Senhor. Adorar não é ficar à frente de uma estátua; não se trata de ir à missa ou ao culto, nada tem a ver com postar-se de joelhos e orar, mas, entrar numa relação amorosa extrema com o Pai.
Quando você ama e se sente amado por Deus, o que é o mais difícil, pratica a verdadeira adoração. Muitos acham que a adoração consiste apenas em amar ao Pai. Alguns, até durante os seus momentos de adoração, dizem que fazem isso... mas ela na verdade não existe, se não houver a idéia de que se está sendo amado por Ele.
Será que o ser humanizado sabe o que é ser amado por Deus?
Acho que não. O máximo que consegue, é sentir-se contentado por Deus, ou seja, a única coisa que ele consegue exprimir com relação a ação divina é viver o contentamento quando o Senhor atende seus desejos mundanos. Agora, quando Deus, como todo pai, dá o que o filho precisa e não o que ele quer, o ser humanizado, longe de sentir-se amado, acaba se revoltando contra a vida e muitas vezes contra o próprio Deus.
Sendo, portanto, necessário viver todos os acontecimentos da existência com a sensação de estar sendo amado por Deus e isso não acontecendo quando o ser humanizado tem seus desejos contrariados, afirmo que de nada adianta este mesmo ser exercer a sua adoração indo à missa ou fazer cinco orações por dia e nem adianta ficar sentado na posição de lótus por horas. A verdadeira adoração, aquela que contribui para a elevação espiritual acontece em todos os lugares e a qualquer momento onde o ser humanizado consegue superar seus desejos e ansiedades e consegue sentir-se amado pelo Pai em todos os acontecimentos de sua vida. Se isso não for vivido, de nada adianta buscar a adoração como caminho para a elevação.
Senhor, fazei de mim instrumento de Vossa Vontade’. ‘Louvado seja Deus por tudo que acontece na minha vida’. Nestas consciências está a verdadeira adoração que aproxima o ser humanizado do Pai. Quem não as mantém quando acontece algo que é indesejável por ele, ou seja, só está satisfeito com o Pai quando Ele atende seus anseios mundanos, não adora verdadeiramente a Deus e por isso não consegue se aproximar Dele.
Para aquele que busca a elevação espiritual é preciso o entendimento que a adoração é a base de todo o trabalho e que ela acontece apenas quando o ser humanizado transforma as vicissitudes (alternância entre as situações) de sua existência em fruto do Amor de Deus pelo seu filho.

A adoração verdadeira é a do coração. Se no íntimo de quem pratica a verdadeira oração existe apenas o amar e o sentir-se amado, não há lugar para contrariedades. Não havendo, há paz e harmonia, ou seja, a felicidade que Deus tem prometido aos seus filhos. Eis aí uma forma de você verificar se a sua adoração é verdadeira ou não.
Pouco importa se você está na posição de lótus, se está concentrado, se as mãos estão com as palmas para cima ou para baixo: nada disso garante que sua adoração seja verdadeira. Ao invés de se ocupar com posturas, verifique se no seu íntimo, naquele momento, você está em paz (sem críticas a nada nem ninguém) e harmonizado com o que está acontecendo (sem achar certo ou errado, bonito ou feito, bom ou mal). Se o seu íntimo estiver desta forma, não importa que palavras estejam sendo ditas ou que movimentos o corpo está fazendo, você está em adoração, pois está irmanado com o Pai numa relação amorosa.
Aliás, se analisarmos friamente a oração que o próprio Cristo ensinou encontraremos nela uma declaração expressa de amor incondicional:
“Pai Nosso que estais no céu, santificado seja o Vosso Nome, venha a nós o Vosso Reino, seja feita a Vossa Vontade assim na Terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai as nossas ofensas assim como perdoamos a quem nos tenha ofendido e não nos deixei cair em tentação, mas livrai-nos do mal.”
Cristo diz: orem assim…
Ele recomenda esta oração porque nestas palavras estão espelhados os elementos necessários para a verdadeira adoração: o amor, a entrega e à confiança ao Pai.

A prece é um ato de adoração, ou seja, precisa ser realizada em comunhão amorosa com o Pai e com uma entrega incondicional ao Senhor. Se a sua prece não é realizada com estes critérios, mas se fundamenta em pedir, para você mesmo ou para outros, de nada adianta orar.
Cristo afirma: não é preciso pedir nada, não é preciso dizer a Deus o que quer, pois Ele já sabe, antes mesmo de você, o que é necessário para a sua vida. O Pai não está preocupado em satisfazê-lo materialmente, mas sua missão é proporcionar a cada um, as situações necessárias para a evolução espiritual e para fazer isso Ele conhece tudo o que você precisa.
Se orar é viver em oração, você não deve querer nada nesta vida, pois Deus lhe proverá de tudo o que necessita para viver, sempre pensando no que for mais útil para a sua evolução espiritual. Todo o pedido feito na oração que busque a satisfação pessoal não poderá ser recompensado se não for útil à elevação espiritual.
Mesmo que faça orações com palavras, nunca peça a Deus nada, pois Ele sabe o que é melhor para a sua vida espiritual. Ele não se preocupa com o ser humano (estado temporário do espírito), mas sim com a sua existência eterna espiritual.
É com esta visão que Deus dá as coisas na vida de cada um, ou seja, os acontecimentos que compõem esta vida. Sua preocupação é apenas com a evolução do espírito que é eterno e imortal. Pedir qualquer coisa é querer governar a nossa vida e, assim, nos afastamos de Deus.
Portanto, nunca ore incluindo um me dê ou um faça isso por mim: a oração não é para isso. Ela é para falar com Deus, demonstrar o amor a Ele e não com a intenção que nossos desejos sejam satisfeitos, pois Ele sabe melhor que qualquer um o que é necessário para cada um.
Mesmo quando você orar com sentimentos positivos não espere que Deus vá satisfazer os seus desejos. O Pai dá a cada segundo, novas chances de evolução e não situações para serem gozadas no prazer material.
A recompensa de Deus aos filhos não é a satisfação das suas vontades individuais, mas proporcionar a cada um as situações necessárias para a evolução espiritual. Quando você vive sem o amor universal, o que Deus lhe dará será uma recompensa equivalente ao seu sentimento. Quando um ser falha em uma prova de sua encarnação é necessário que Deus, por sua Justiça e Amor, promova mais uma chance de evolução.
Ao falhar em determinada prova, o ser gerou um débito e, por esse motivo, a próxima situação deverá espelhar não só o tema da prova, mas ainda será acrescida da expiação desse débito.

O aproveitamento da vida não está na transformação que os ensinamentos podem causar na existência de cada um. É preciso que o ensinamento acabe com a paz fundamentada na realização dos desejos humanos e se transforme em uma espada que sirva para ferir mortalmente o padrão humano de viver ao qual o espírito está escravizado pelo ego (“Não vim para trazer a paz, mas a espada” – ensinamento de Cristo).
De que adianta se dizer cristão, idolatrar Cristo, se na hora de nossa crucificação (passar por momentos de contrariedade, insatisfação) agimos como Pedro, que ao saber que o mestre ia terminar sua missão na cruz, convocou a todos para orar pedindo ao Senhor que afastasse aquele futuro?

(Extratos de mensagens do amigo espiritual Joaquim em 'O espiritualista e a adoração' .
http://meeu. com.br/ceu/ objetivo- da-adoracao/
)

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