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domingo, 29 de junho de 2014

integrar-se à Luz 5
DEIXAR DE SER UMA SOMBRA QUE CAMINHA
Para que a luz possa brilhar, a sombra é preciso dissipar!
E o que é a sombra? 
A sombra é a cristalização na dor e no sofrimento. A sombra é ser e se manter capturado nas posses e nos apegos:
dos bens materiais...’eu tenho’, ‘é meu’, 'preciso disto e daquilo' ;
das posses morais... ‘ eu sei’, ‘tenho a razão’, ‘este é o certo’; 
das posses sentimentais...expectativas de 'ser amado, reconhecido, aplaudido';
A sombra é estar fixado no julgamento e na crítica, pretender que o outro aja de acordo com o nosso ‘certo’;
Para dissipar a sombra é preciso basicamente se libertar de toda ilusão do humano: perceber as suas ciladas (’do humano’ em nós) e não compactuar com elas.  Revelar-se a si próprio nas suas imperfeições humanas e aceitar conviver com elas, sem compactuar com elas, pois todas são ilusões para nos provar. Esta é a forma de libertar-se: reconhecendo a existência da imperfeição em si e não lhe dando poder para se manifestar.
É preciso deixar de ser uma sombra que caminha...que se engata em toda esquina,  em circunstâncias ridículas, sempre querendo provar egoisticamente a ‘sua’ própria razão em tudo...sem se permitir nem por um momento simplesmente experimentar ‘doar a razão’ ao outro...apenas por doar...
Deixar de ser a sombra que caminha...e sair do papel de crianças birrentas que, para terem prazer, querem porque querem tudo do seu jeito e à sua hora, senão choram, sofrem, fazem birra, brigam, fazem chantagens, ficam doentes...
Deixar de ser uma sombra que caminha... sair da ignorância e entrar no lugar de ‘ser maduro’ espiritualmente, abrindo o coração e estabelecendo uma conexão com o divino que há em cada um...
Deixar de ser uma sombra que caminha...sair da ‘matrix’ do mundo externo e voltar seus holofotes para dentro de si, perguntando-se que sentido verdadeiramente tem, para si como espírito em evolução, cada uma das suas opções de vida...
Permitir que a luz interna brilhe e seja o guia...e ter atenção para perceber  como as forças contrárias podem se intensificar querendo impedir este propósito, quando nos direcionamos desta forma. Mas aí, neste momento, saber que elas também estão apenas fazendo o seu papel... e cobri-las com a ‘fé’ ativada e avivada pela confiança e certeza da perfeição de Deus que opera em tudo o que há, é a causa primária de todas as coisas e o poder superior de inteligência, justiça e amor.
Estamos numa batalha... muitas vezes podemos nos ver como o Arjuna enfraquecido, sem forças para vencer o inimigo... o inimigo são as cristalizações, as fixações nos mecanismos ilusórios do mundo exterior...o inimigo é o ‘não’ para o amor, o ‘não’ para a ‘fé’...
Então há que se rever em nossa vida, a que estamos dizendo ‘sim’... a que estamos dizendo ’não’... e redirecionar as nossas opções de forma a sermos leais e fiéis a nós mesmos...não ao humano, mas ao ser universal que somos em essência.
Avaliar por si e se for preciso, numa determinada fase, afastar-se um pouco dos grandes centros para perceber melhor este mecanismos de aprisionamento, recolher-se para facilitar esta entrada no silêncio interior e daí trazer a força e o discernimento que conduz para a serenidade...para a harmonia consigo mesmo e com o mundo.
Este estado interior, de paz e serenidade, pode dissipar a sombra e permitir que a luz interna brilhe e seja o guia.... que a luz interna brilhe e cumpra seu ‘a que veio’...em benefício de si e de todos.

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