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quinta-feira, 17 de agosto de 2017

EM TEMPOS DE INCERTEZA

Tempo atual...de transição...de incerteza...de turbulência...de  desmoronamento do velho e ainda não compreensão do novo....de redefinição de identidades e das formas de compreender a realidade....material, imaterial, ciência, arte, cultura....tempo de conscientização da turbulência como agente contundente da transformação presente nas mudanças de pressão....

Turbulência...

Nome dado à movimentação do ar em grandes altitudes e que faz com que o avião balance. Basicamente, a turbulência acontece quando existe uma mudança brusca na temperatura, na velocidade ou na pressão do ar. Mudanças na pressão acontecem o tempo todo, mas quando são previsíveis, o piloto pode fazer ajustes na aeronave para se adaptar a elas - como mudar a potência das turbinas ou a posição dos flaps. Quando a mudança é de uma hora para outra ou quando acontecem muitas variações seguidas, não há como adaptar a aeronave e a pressão faz com que ela balance. Para entender porque isso acontece, é preciso levar em consideração que o avião se mantém no ar graças à força de sustentação, criada pela passagem de ar pelas asas do avião. Quando acontece uma mudança na velocidade do ar, a sustentação também varia, fazendo com que o avião fique instável.
A causa mais comum de uma turbulência são as nuvens de chuva. Mas também podem acontecer turbulências em áreas de céu limpo, quando acontecem as chamadas tesouras de vento. Essas massas podem atingir o avião, mudando sua sustentação. A passagem de aviões grandes também causa uma mudança na velocidade dos ventos, criando a chamada esteira de turbulência, que afeta aviões que passem pela mesma região logo na sequência. Isso normalmente acontece na hora dos pousos e decolagens e, por isso, o controle de voo precisa ficar atento para evitar acidentes. 
Em geral, as turbulências são previstas pelos radares, que conseguem detectar mudanças na densidade do ar. Assim, o piloto sabe a intensidade da turbulência que terá de enfrentar e decide se tenta escapar dela ou se segue em frente. "Normalmente, o que o piloto faz em uma zona de turbulência é desengatar o piloto automático e diminuir a velocidade, já que a turbulência é pior quanto maior a velocidade da aeronave". Atualmente, o aquecimento global está modificando também a temperatura na atmosfera e, consequentemente, criando mais áreas de turbulência.  A única regra a seguir é não enfrentar a natureza.

      Turbulência...

É requerido .. entender a turbulência como um resultado de dramáticas mudanças na pressão atmosférica...
É requerido... na vida...desenhar e articular as forças em jogo...
Compreender o  ‘fazer atmosférico’ que acumula partículas para apontar como os indivíduos tornam-se submersos dentro de condições atmosféricas mais abrangentes...
Estado particular e ‘estado atmosférico’ ....conscientizar os pontos de tensão, onde novas qualidades emergem da interação entre partículas e sistemas...
Modos particulares de atravessar entre o ‘particular e o atmosférico’:
·         Desenvolver relações entre meios de comunicação materiais e imateriais para habitar uma posição limite entre estas duas.
·         Meios imateriais usados para ativar espaços de equilíbrio, desenhando atenção para estas zonas liminares
·         A travessia final _ entre o objetivo de romper uma clara e definida epistemologia para privilegiar uma aproximação que abrace a incerteza, imprecisão e mudança.

Nuvem...

Nuvem...é quando a informação está velada, obscura, nebulosa, difusa ou secreta.
         ... ou quando condensa, floresce em atmosferas de turbulência caótica e vetores de pressão, em fluxos de maré e tempestades.
      ... ou uma nova formação de dados como uma distribuição de armazenamento e meios de recuperação global e aparentemente imaterial.
esta nuvem de dados existe em qualquer lugar e ainda assim em lugar algum em particular.

Estas aproximações questionam a idéia de um mundo definido e conhecido que está apto a ser capturado através de técnicas representativas. No seu lugar, é sugerido um processo físico de descobrir, requerendo imersão e ativa participação em fazer sentido das condições atmosféricas.
Este engajamento corporal resulta no ‘borramento’ de um distinto senso de si mesmo, e desafia os participantes a tomarem  parte num processo de co-formação entre ambientes circundantes e presença distribuída ‘universalmente...’

Filosofia Ciência..o que dizem...

método determinista próprio da ciência moderna, foi justificado pela necessidade para estudo e entendimento, da definição didática de um mundo ordenado e regulado, afastando a desordem, a incerteza e o erro que também estão presentes nos fenômenos’. O conhecimento científico clássico – usando do ‘rigor matemático’, desintegrou a realidade e, para poder quantificá-la, separou-a em disciplinas. Ao negar a multiplicidade dos fenômenos, anulando sua diversidade fez do paradigma científico moderno um paradigma que põe ordem no universo, reduzindo-se a uma lei, a um princípio. A simplicidade quer o uno e o múltiplo, mas não vê que o Uno pode ser ao mesmo tempo… – 'Múltiplo'...

Morin* afirma que a "compartimentalização da realidade provocou a cegueira em relação ao todo...o pensamento muda com novas experiências, e estas estão – sempre – atualizando o conjunto das teorias”. Sua ousada epistemologia afirma que "conhecer não consiste necessariamente, em construir sistemas sobre ”bases pré-determinadas”, mas trata-se, sobretudo de dialogar com a incerteza… "
As idéias-obstáculo a este novo paradigma da incerteza e da complexidade são os ‘dogmas ideológicos‘ que ainda sustentam e legitimam o atual discurso científico. 
Para Morin a nova conduta, adequada à nova realidade que os tempos atuais requerem, é, não mais negar o que não pode ser classificado, simplificado – mas, adentrar a compreender os mecanismos da incerteza na 'realidade complexa' do Universo.  Evoluir é elevar todas as ciências a um novo patamar de consciência integrativa e unificada

Material e imaterial...interno e externo...nuvens, turbulências, caos...incertezas...são as máximas do Universo....
É preciso começar a aprender a navegar cada vez com mais consciência e consistência nestas águas...

*Edgar Morin, é sociólogo e filósofo francês de origem judaico-espanhola (sefardita). É considerado um dos principais pensadores sobre a complexidade. Autor de dezenas de livros entre eles: O método’ (6 volumes); ‘Introdução ao pensamento complexo’; ‘Ciência com consciência’; e ‘Os 7 saberes necessários para a educação do futuro.

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