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domingo, 14 de maio de 2017

Uma performance é um disparador de performances


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proximo sábado dia 20.05.17 às 10hs
participação livre . 

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Diz Eleonora Fabião em seu estudo ‘Programa Performativo: o corpo-em-experiência’:

(...)Outra questão que a performance energiza no âmbito dos processos de criação teatral diz respeito aos modos de ensaiar: como ensaiamos? porque ensaiamos? porque ensaiamos como ensaiamos? Considerando-se que dramaturgia de ensaio e dramaturgia do espetáculo são dois lados da mesma moeda, me pergunto: que modo de ensaiar será preciso para gerar tais ou quais qualidades de relação (entre os atuantes, entre atuantes e os demais presentes, entre os demais presentes); e que modos de ensaiar serão adequados para gerar tais ou quais qualidades de presença (dos atuantes e dos demais presentes)? Seria “o ensaio” a preparação de algo por vir ou o trabalho em si num de seus muitos momentos e modos de aparição? Porque ensaiar na coxia? Seria fértil combinar procedimentos abertos e fechados, públicos e privados? Depende. Depende das necessidades e dos interesses. Talvez esta peça precise ser ensaiada na praia e não numa sala de ensaio; talvez precise ser ensaiada na rua, o mais longe possível de tetos e paredes; talvez aquela outra deva ser montada a partir, exclusivamente, de ensaios de mesa; e esta aqui de ensaios à maneira do “Teatro de Arte de Moscou”, ipsis litteris; talvez esta cena não deva ser ensaiada, apenas combinada e realizada. Depende. Depende das dramaturgias de ensaio que se invente para ativar as dramaturgias de cena que se almeja. Depende. Depende das dramaturgias de ensaio que se inerve para que o corpo necessário possa se desenvolver. Tudo depende. O que a prática da performance sugere é: suspender a prioris composicionais, ontológicos, institucionais, mercadológicos; inventar, a cada vez, o programa de ação mais condizente com as questões em pauta.
(...)
Mas então, como preparar-se para performar? Ouso uma resposta: vivendo a vida. É a vida vivida até aquele momento que possibilita a concepção de cada programa e sua realização. Escreveu a poetisa Wislawa Zymborska: “Cada começo é só continuação, e o livro dos eventos está sempre aberto no meio”.



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